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A força do trabalho em rede na educação

O Programa de Educação Profissional da AlfaSol, desmistificando essa história de que o ano só começa depois do carnaval, já na primeira semana de fevereiro deu início às aulas que irão beneficiar quase 1500 jovens, de 14 a 24 anos, moradores de diversas regiões de São Paulo.

 

Na realidade, por aqui o ano começou bem antes disso. A equipe de educadores e coordenadores que estarão nos próximos oito meses à frente dessa missão, em meados de janeiro começou a se encontrar para as formações e planejamento, mas para que isso fosse possível, teve outra equipe na AlfaSol arregaçando as mangas desde o ano passado.

 

O trabalho começou realmente no início do segundo semestre de 2014, quando as turmas estavam em processo de encerramento do curso. “Nesse período já sinalizamos às organizações parceiras sobre renovação do programa, para que já contassem com a gente ao elaborar seus cronogramas para 2015”, explica a coordenadora do Programa Educação Profissional, Rosa Ponte Martins.

 

A renovação dessas parcerias foi uma dentre as inúmeras ações necessárias para viabilizar a realização do programa esse ano, que, em relação ao do ano passado, apresentou-se como um desafio ainda maior: mobilizar 70 turmas: nas áreas de Empreendedorismo Social, Turismo e Práticas Bancárias, no âmbito do Fumcad e com apoio do HSBC, visando atender jovens moradores das regiões mais afastadas do centro da cidade.

 

Com isso, foi de suma importância contar com a rede de parceiros que a Alfasol vem construindo e continuamente ampliando ao longo dos anos; aproximando-se de organizações que atuam no mesmo segmento, e compondo uma equipe de educadores comprometidos com uma educação transformadora.

 

Ao todo foram firmadas parcerias com 30 ONGs, situadas principalmente na zona leste e sul, que além de cederem espaço para no mínimo duas turmas, contribuem no engajamento dos jovens da comunidade para participação nos cursos e no relacionamento diário. “Temos uma demanda muito grande na região. Em dezembro do ano passado tínhamos muitos jovens matriculados, então estamos muito confiantes, pois a AlfaSol possibilita uma série de infra-estruturas e condições que não conseguimos disponibilizar no dia a dia, o curso trará aos jovens um olhar diferente para enxergarem outras possibilidades de atuação, além das que a região oferece”, ressalta  Ailton Alves da Silva, coordenador institucional do Instituto de Cidadania Padre Josino Tavares.

 

Além de atuar em parceria nas organizações, esse ano teremos uma primeira experiência dentro de uma unidade do CEU, com duas turmas no Cantos do Amanhecer. “Eu achei muito interessante porque traz outra perspectiva em relação à sala de aula: o aluno gosta mais de estar nesses projetos do que na escola”, explica o Luiz Fernando Herculano, coordenador de projetos culturais do CEU Cantos do Amanhecer. Ele afirma que é preciso criar espaços de aprendizagem que sejam prazerosos para os jovens, para que sintam vontade de estar ali, e o programa vai ao encontro dessa necessidade, “nós queremos trazer o olhar de que o CEU não é somente uma escola, oferecemos muito mais que uma sala de aula, temos diversos espaços, inúmeros recursos e possibilidades para trabalhar com os jovens”, acrescenta.

 

Entendendo o tamanho dessa responsabilidade, não só em atender a demanda, mas também a expectativa dos alunos e das próprias organizações, a AlfaSol desenvolve um criterioso trabalho de seleção e formação de seus educadores. “Buscamos pessoas que consigam enxergar o jovem na sua integralidade, que valorizem suas habilidades e conhecimentos, pessoas que gostem de pessoas, que estejam dispostos a trocar, a aprender, a somar e não somente ser um transmissor de conhecimento”, explica Rosa.

 

Após o processo de seleção, os educadores passam por duas semanas de formação com a equipe da AlfaSol no Centro Ruth Cardoso. “A proposta é promover atividades que permitam que eles vivenciem uma prática freireana”, explica Rosa, “trabalhamos o papel do educador, e o imaginário que eles trazem em relação aos jovens, partimos sempre da prática para a teoria. A partir da experiência que cada um traz, vamos construindo algo além”, acrescenta.

 

Ao todo, a equipe é composta por 19 educadores e quatro coordenadores de polo, que são responsáveis por dar suporte aos educadores e ser uma ponte entre eles, a organização e a AlfaSol, trazendo um olhar externo sobre o andamento das turmas. “Eu cheguei um pouco insegura, e aqui percebi que eu tenho muito a contribuir e que terei pessoas que eu posso contar, que não estarei sozinha em sala de aula, sinto que estou preparada”, conta Karina Lopes Sampaio, uma das educadoras recém chegadas à equipe.

 

A ampliação da rede de parceiros e educadores tem grande significado para a AlfaSol, muito mais do que aumentar seu atendimento e atuação, representa a possibilidade de fortalecimento da educação, por meio da troca de informações, recursos e conhecimentos que possam ser multiplicados e beneficiar cada vez mais pessoas.

 

Texto e fotos: Thiago Peixoto

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