Dia de troca de experiências e de despedida

 

Projeto Oportunidades sem fronteiras celebra o aprendizado dos jovens e dos educadores

Visando incentivar a emancipação dos jovens, o projeto Oportunidades sem fronteiras encerrou suas atividades no último sábado (30/06), com um encontro entre educadores e educandos de diversas partes do estado de São Paulo. Os envolvidos na iniciativa, que foi realizada em parceria com a Elektro, estiveram no Centro Ruth Cardoso para contar sua história durante todo o processo educacional. Lá eles puderam, além de trocar experiências sobre os dias dedicados à educação dos jovens, interagir mutuamente de forma dinâmica durante todo o evento.

Educando para a vida

Para Ana Lilian Pereira, educadora do município de Teodoro Sampaio, localizado no polo Oeste 2, o projeto mostrou para os jovens que eles podem ser protagonistas da própria história. Segundo ela, além de dar ao jovem autonomia nas suas escolhas, os educandos foram incentivados a participar ativamente de todo o processo, desde sua concepção, execução e análise dos resultados.

Ana Lilian diz que um exemplo desse processo é a arrecadação do dinheiro para a formatura idealizada e executada pelos próprios jovens, “Eles sabiam que teriam de arrecadar o dinheiro para a própria formatura, por isso fizemos desde rifas até tapetes de crochê para vender” e ainda complementa “Ao final de tudo conseguimos o dinheiro e eles viram que podiam, sim, conseguir seus objetivos e ser mais decisivos em suas escolhas”.

O projeto servindo como inspiração

 

Para a educanda Samara Bortoloni, o projeto foi uma experiência única e que serviu de aprendizado para diversas situações da vida. “O projeto é uma oportunidade que os jovens devem abraçar”. Durante um ano de curso, Samara passou por diversas situações, porém, o fato mais marcante para a jovem aconteceu na sua vinda à São Paulo para o evento de encerramento. No passeio para conhecer um pouco a capital reparou em um músico que estava no metrô e teve um momento de reflexão: “Cheguei a me emocionar ontem ao ver um músico no metrô, pensei que ninguém tinha dado para ele a oportunidade que eu estou tendo agora” e completa “por isso valorizo muito todo o ensinamento que tive durante os encontros”. Com o projeto concluído, ela espera poder melhorar sua vida profissional e social, além de sua educação que, segundo ela, já melhorou muito depois do Oportunidades sem Fronteiras.

O Oportunidades sem Fronteiras atendeu jovens de 14 a 18 anos, a grande maioria em situação de acolhimento institucional. O projeto encerra suas atividades com uma marca de 178 jovens com o curso concluído.