“Tive muitas alegrias porque tive a oportunidade de atuar na história do outro”

Com quase 70 anos,  Darilene, finalmente  realiza um antigo desejo de atuar na educação e experimenta os desafios e as surpresas de atuar na área.

A possibilidade de atuar com educação sempre esteve presente na vida de Darilene Vialle. Na adolescência, realizou um curso de magistério aos 18 anos. Na época, foi chamada para dar aula, mas precisou escolher pela graduação em Administração de Empresas. Anos depois, entrou para a segunda faculdade, desta vez, prestou Serviço Social.

O retorno à área educacional aconteceu em 2017 com a participação no projeto Oportunidades sem Fronteiras da AlfaSol, realizado em parceria com a Elektro, cujo objetivo é a formação integral de 241 jovens em situação de acolhimento, em 27 cidades de São Paulo. Hoje, aos 69 anos, sendo 52 de experiência profissional, Darilene atua como coordenadora nas cidades de Dracena, Teodoro Sampaio e Mirante do Paranapanema.

“Eu acredito que a educação transforma a vida das pessoas e fazer parte disso é muito importante para mim. Quando a coordenadora geral me apresentou o projeto Oportunidades sem Fronteiras eu quis começar no dia seguinte. A AlfaSol tem uma metodologia diferente de tudo o que já presenciei como profissional”, falou.

Aceitar a proposta fez com que Darilene, finalmente, atuasse com educação e sentisse um misto de desafio e surpresa, como se estivesse no primeiro emprego. “O novo veio na forma de trabalhar, mas principalmente no olhar que a AlfaSol tem do outro.  Enxerga o potencial existente nos jovens e dá instrumentos para que seja colocado para fora, consequentemente, as pessoas tomam consciência de seus valores, capacidades e a possibilidade de não olhar só para o aqui e agora, mas também para um futuro”, contou.

Mudanças internas e externas

Acreditar que a educação transforma vidas e se jogar em algo novo fez com que Darilene entendesse seu papel dentro de um espaço coletivo. “Eu enxergo meu papel dentro do projeto com grande responsabilidade porque, afinal, estamos lidando com vidas. Eu me vejo também como um instrumento que serve como brecha para que os jovens compreendam seus direitos, se sintam respeitados, que obtenham autonomia e independência e irem atrás do que desejam”.

Esse impacto, no entanto, aconteceu também internamente, não apenas como profissional, mas como mulher, mãe de três filhos, ser humano. “Tive muitas alegrias porque tive a oportunidade de atuar na história do outro e olhando para dentro da gente é um sentimento muito bom, de que você está fazendo a sua parte no mundo, então, traz uma satisfação pessoal muito grande, aumenta a responsabilidade e importância da nossa atuação. Sinto vontade de descobrir e produzir sem ter o pensamento de parar porque é algo tão forte internamente que me revigora”, falou aos risos.