Novo projeto da AlfaSol irá atender adolescentes em situação de acolhimento institucional

Em parceria com a Elektro, organização realizou hoje roda de conversa para discutir sobre metodologia e principais desafios do serviço de proteção.

Na manhã desta segunda-feira (13), a AlfaSol, em parceria com a Elektro, realizou a roda de conversa sobre o Sistema de Acolhimento Institucional. O objetivo foi promover o diálogo sobre o tema, a fim de ampliar o conhecimento dos participantes sobre o contexto de vida das crianças e adolescentes em situação de abrigo.

A roda de conversa teve a participação de Valéria Pássaro, coordenadora geral das Casas Taiguara, e Marcelo Melissopoulos, técnico em referência do programa Grupo Nós, do Instituto Fazendo História, que trouxeram experiências de projetos já implantados na área, além dos coordenadores de pólo e representantes da Elektro. Esse foi o primeiro encontro oficial para a implantação de mais um projeto da AlfaSol: Inclusão Juvenil – Horizontes para o Mundo do Trabalho, que será desenvolvido em parceria com a Elektro. A ação irá contribuir para a emancipação, autonomia e o desenvolvimento de jovens, tanto em relação à vida pessoal, quanto profissional, tornando-os capazes de enfrentar situações novas e desafiadoras da vida, por meio de cursos de educação profissional, complementado com língua inglesa.

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Roda de conversa com AlfaSol e Elektro.

Cidadania, uso consciente do dinheiro, educação, autonomia e moradia foram alguns dos temas discutidos. “Primeiro, temos que pensar que uma criança que completa sete anos tem muito mais dificuldade de ser adotada e quando completa 18 precisa sair dos abrigos e tomar conta da própria vida. Mas o que esse adolescente vai fazer se não recebeu ferramentas de incentivo para que consiga lidar com o mundo lá fora?”, questiona Marcelo.

Para Valéria, a ação da AlfaSol deverá levar em consideração também a ideia de que os abrigos têm em relação aos jovens. “Às vezes, é tanta proteção, que a ideia do que é o mundo de fato não faz parte do que é o mundo do abrigo e os abrigos precisam viver o mundo atual e isso é dar emancipação ao jovem. O protagonismo juvenil não pode ficar somente no discurso institucionalizado do educador, precisamos ouvir o que o jovem quer, porque o que ele não tem a gente já sabe”.

 O projeto atenderá 170 adolescentes entre 14 e 18 anos, em situação de acolhimento institucional, em 31 municípios do Estado de São Paulo.

Situação no Brasil

O Levantamento Nacional de Abrigos para Crianças e Adolescentes Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada [IPEA], realizado junto às instituições cadastradas na Rede de Serviços de Ação Continuada (SAC) do Ministério do Desenvolvimento Social, estimou que em torno de 80.000 crianças e adolescentes estão vivendo em instituições de abrigo no Brasil. Entretanto, a maioria das crianças e adolescentes dos abrigos investigados tem famílias (86,7%), sendo que foram afastados de suas famílias por situações de negligência, abandono ou violência e possuem um perfil considerado distante do desejado para adoção (58,5% meninos, 63% afro-descendentes e 61,3% com idade entre 7 e 15 anos).

Alfabetização Solidária (AlfaSol)

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